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  • Equipe Unika

4 Etapas para implantação de um bom planejamento estratégico

Introdução:

O que é o planejamento estratégico

Planejamento estratégico é uma ferramenta de gestão de empresas e iniciativas empreendedoras que visa programar e implementar decisões de alto nível - estratégico - nas organizações.

O Planejamento estratégico tem um tempo determinado para ser realizado, de no mínimo seis meses, podendo chegar em alguns casos até a dez anos.

A definição do planejamento estratégico é começa pela da alta direção e que deve chegar a todos os membros da organização. Entretanto não devemos esquecer que muitos problemas que afetam os macro resultados das empresas podem estar escondidos em processos operacionais. Por este motivo é sempre importante envolver ao máximo todos os colaboradores. Além disto, quando envolvemos os colaboradores garantimos comunicação e engajamento.

Um planejamento estratégico passa necessariamente por um planejamento financeiro. Como diria o professor Dobson Borges: Uma estratégia sem um orçamento reservado é uma estratégia morta.

Separamos então quatro pontos comuns a todas as principais metodologias de planejamento existentes. Vamos conhecê-las?

1. Definir quem somos

Definir - E COMUNICAR - quem somos ajuda todos os envolvidos a saber o que fazemos. É muito importante a todos os colaboradores - sem exceção - conseguir definir o que a empresa faz.

Por estes e vários outros motivos que empresas são convidadas a definir sua missão, visão e valores. Na maior parte das vezes estas frases são definidas quando a empresa é fundada e jamais revisitadas. Contudo, essa ferramenta quando bem utilizada pode gerar uma série de benefícios, entre eles:

Comunicar ao mercado com maior assertividade a respeito do que fazemos

Ajuda a encontrar clientes e fornecedores

Contribui para encontrar projetos e iniciativas ques estejam alinhadas a quem somos

Permite defletir projetos e iniciativas não alinhados com o que fazemos. Tão importante quanto fazer o certo é não fazer o errado.

2. Definir onde estamos

Definir onde estamos significa olhar a empresa de duas formas:

Para dentro a fim de identificar pontos de melhoria em processos, produtos, investir em áreas ou pessoas. É fundamental confrontar os pontos de vista estratégico com o operacional. Num processo deste, é fundamental escutar as clientes, colaboradores e até fornecedores para uma compreensão como os processos e produtos desenhados no passado estão se transformando. Também é uma ótima oportunidade para avaliar como anda a comunicação interna e se todos percebem em suas ações

Para fora com o intuito de identificar forças fraquezas de nossos concorrentes, necessidades não atendidas de nosso mercado de atuação ou mudanças significativas no ambiente de negócios - essa última tende a ser mais lenta e mais devastadora quando ocorrem. Vão desde Mudanças de regimes de governo até a alteração significativa na forma como consumimos filmes e séries.

Existem diversas ferramentas que permitem avaliar como estamos em posicionados em um ambiente. Uma das mais utilizadas é a Análise SWOT, que permite uma análise interna e externa do ambiente, da seguinte forma:

Em uma matriz as linhas serão o foco da análise (interno e externo)

Nas colunas temos o que ajuda nossa organização e o que é prejudicial

O encontro das linhas com colunas irá indicar o que são:

Forças (interno e positivo)

Fraquezas (interno e negativo),

Oportunidades (Externo e positivo)

Ameaças (externo e negativo)

É comum às organizações realizarem a análise swot com diversos membros de sua equipe onde o conceito SWOT é apresentado e todos preenchem a matriz segundo sua perspectiva e experiência.

Vendedores e ‘marketeiros’ são ótimos para apontar oportunidades e ameaças. Pessoal de apoio e operação são excelentes para apresentar melhorias em máquinas e processos, que podem economia significativa para a organização.

Não é raro que novas forças sejam apresentadas a equipe de vendas e como também itens considerados fortes não serem vistos desta forma pelo mercado.

Fonte wikipedia

Exite um ótimo artigo (link: https://marketingdeconteudo.com/como-fazer-uma-analise-swot/) , se quiser se aprofundar neste conceito.

3. Definir para onde vamos

Depois de entender o propósito da minha organização, definir quais oportunidades e ameaças serão tratadas, é hora de priorizar quais ações serão implementadas.

É preciso desdobrar a estratégia em ações concretas, com responsáveis, data de inicio e fim. O orçamento para as iniciativas também precisa ser definido.

É muito frequente que determinadas iniciativas estratégicas fiquem lindas num painel de gestão, mas acabam sem nenhum desdobramento de ações.

Pessoalmente, já participei de planejamentos em quem um dos objetivos era alcançar a liderança nacional em seu segmento. Um outro objetivo era expansão para outros países da américa latina. São objetivos empolgantes, mas quando vamos detalhando a enormidade de esforço - e principalmente DINHEIRO necessário para se alcançar a liderança em qualquer segmento e no mesmo ano acionar presença em outros países era algo completamente irreal.

Os indicadores de desempenho de cada uma das ações estratégicas precisam ser definidos e acompanhados. Os indicadores podem ter diversas características, como:

Eficácia: se o objetivo está sendo atingido

Eficiência: Quão bem os recursos para atingimento estão sendo aproveitados

Polaridade: Quanto maior o indicador melhor (volume de vendas, por exemplo) quanto menor melhor (quantidade de produtos devolvidos)

Periodicidade: De quanto em quanto tempo iremos avaliá-los

Sem um bom planejamento, a estratégia já nasce morta.

4. Acompanhar a execução

Depois de investir diversos finais de semana em planejamento, milhares de reais em consultorias, metodologia e comunicação interna ainda temos 80% de chance de falhar em nossos planos, pois o que mais acontece é que as atividades rotineiras da empresa acabam por engolir as atividades estratégicas.

Kaplan e Norton, os criadores da ferramenta de gestão BSC Balanced ScoreCard diziam que os objetivos de curto prazo competem com os objetivos de longo prazo.

Nós temos sempre que nos deparar com melhorar um processo de atendimento ou cumprir um compromisso imediato com um cliente.

Diversas vezes temos como dilema: Arrumo o processo que gerou a falha no produto ou troco o produto e sigo para o próximo cliente?

Contrato mais um vendedor que começará a vender no próximo mês ou invisto em marketing digital que poderá dar retorno em seis meses a um ano?

Sempre nos deparamos com estes dilemas e o que mais acontece é que priorizamos sempre o atendimento do imediato. Mais comum ainda é com nossos colaboradores que são cobrados pelo que devem fazer rotineiramente e ainda foram carregados com as novas ações estratégicas.

Então, umas atitudes preventivas devem ser tomadas para mitigar estes problemas e garantir o bom desempenho de nosso planejamento:

Comunicação extensiva: Garantir que as pessoas estejam engajadas

Acompanhamento contínuo: Realizar reuniões frequentes de acompanhamento estratégico

Separar um orçamento para a execução.

Planejar as atividades extras e considerá-las na rotina dos colaboradores - Não adianta esperar que novas atividades sejam incorporadas sem que haja um ajuste na rotina e um tempo dedicado a isto.

E por último, minha sugestão é: Comece pelo básico. Identifique as principais atividades estratégicas a serem realizadas e comece por elas. Não tente resolver todos os problemas da empresa de uma única vez. Começar e TERMINAR uma iniciativa estratégica dará a sua confiança a sua equipe e irá criar uma cultura de gestão.

Fazer um planejamento estratégico é realmente complicado. As taxas de falha são alarmantes, mas como tudo na vida, nada que valha a pena é fácil.

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